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Publicado em Bronca, Livre por John-Henrique às 7:47 pm |
Atenção, este artigo não deve ser lido por pessoas que não conseguem lidar com violência, palavrões ou cenas fortes. Não me responsabilizo por problemas que você possa ter ou sentir ao ler este, você está por sua conta e risco.
Na última Segunda-feira (07/04) passei por uma situação realmente inusitada, me tornei parte dos índices de violência e criminalidade, como vitima é claro.
Normalmente fico acordado até 1 hora da manhã jogando cownter striker, Worms 3D ou Gta vice city outras vezes trabalhando em algum projeto, mas, na Segunda-feira estava muito cansado e resolvi me deitar por volta de 22 horas, minha esposa ficou na cozinha fazendo um trabalho da faculdade usando meu informática notebook (isso influênciou muito eu ter ido dormir mais cedo…).
Por volta de 00 horas ela me acordou me chamando com uma voz bem suave a bastante baixa, eu acordei realmente mal humorado, afinal, ela não me deixou usar meu notebook e ainda acabará de me tirar do sono, só me lembro dela dizer:
- “Petinho”, levanta, tem gente mexendo no portão, vai lá ver!
Costumeiramente da parte feminina (óbvio), acho que deve ser de instinto, ela tem a mania de ficar dizendo “-Tem um bicho ali…” ou “-Eu ouvi um barulho ali…”. Só sei que no final nunca tem nada, por isso, como de costume, me levantei sem nenhum esforço pra não perder o sono (ainda queria muito continuar dormindo), fui até a janela da sala, ao me aproximar ouvi passos, pensei que poderiam ser de pessoas andando na calçada de minha residência, afinal, por que motivo alguém iria andar à meia-noite no jardim da minha? casa ainda mais com o portão fechado, isso por que eu não tranco com segurança cadeado.
Como imaginei que poderiam ser pessoas andando na calçada eu apenas abri uma pequena fresta da janela para poder ver se no jardim havia alguém. Como estava bastante escuro olhei e por umafração de segundo cheguei a conclusão de que não havia ninguém nem dentro da residência (no jardim por exemplo) ou fora (na calçada como imaginei), quando me preparei para fechar a pequena fresta da janela, ouvi um resmungado:
- Fica “queto”…
Minha esposa esta atrás de mim se escondendo atrás da porta do quarto (bem longe, morrendo de medo), ao observar mais detalhadamente notei uma silhueta (forma) de uma pessoa, logo me veio à cabeça que era um bandido, não poderia ser outra coisa. Pela força do impulso só pude fazer uma coisa, abrir a janela com toda força com a intenção de assustar o individuo para ele fugir.
No momento em que abri a janela, não sei como mas, ao mesmo tempo saltei para fora, em direção ao indivíduo, e ele gritou:
- “Bora”!, “bora”!
Quando pisei no chão imaginei que o “bora” poderia ser outro individuo que poderia estar escondido, ao mesmo instante percebi que haviam dois elementos correndo da varanda em direção ao portão e eu estava exatamente no caminho deles, não tinha jeito duas alternativas me restavam eu corria ou encarava eles. A primeira foi descartada logo de cara, aliás aquela altura da ação eu nem estava mais raciocinando, nunca havia sentido tanta adrenalina como naquele momento e pra falar a verdade já passei por duas ocasiões em que quase morri afogado no Rio claro na região de Caçu-GO junto com meu irmão mais novo, eu tinha apenas 9 anos e fiquei traumatizado a ponto de não chegar perto de piscinas ou rios. Também passei por outro momento em que quase bati as botas em outro rio junto com minha esposa e um casal amigo nosso, ficamos os quatro a deriva no Rio suputuba na região de Tangará da Serra-MT, pra quem não conhece este rio é famoso por tirar vidas…
Seja lá o que eu teria que fazer deveria fazer logo só não tinha pra onde correr até por que eu havia pulado da janela da sala para o jardim e pra sair da casa somente pelo portão, pensei em correr pra rua (eu que não iria encarar os dois), mas, lembrei-me de minha esposa que estava dentro de casa, lembra que eu tinha dito que ela estava morrendo de medo?
Diante de tudo isso que durou apenas uns 2 segundos (se durou isso foi muito) só pude fazer uma coisa, gritar o mais alto que pude. Ei eu estava com muita raiva lembre-se disso, não vai rir do que vou dizer agora.
- Seu filho da puta eu te mato desgraçadooo!!!!
Foi a única coisa que eu tinha no momento pra me defender dos dois, o individuo que eu havia visto primeiro já tinha fugido no momento que eu abri a janela (esse eu nem posso dizer que vi), somente a título de observação (pra explicar o motivo do grito), eu durmo de cueca e advinha qual era a única coisa que eu usava no momento em que de “susto” eu resolvi (nem estava raciocinando direito, ainda estava meio que dormindo quando saltei a janela) correr atrás do indivíduo que estava no portão? Sim, somente uma cueca preta, dúvido que isso amedrontaria os bandidos.
Por pouco eu não me borrei, ah pra você ficar sabendo eu só tive certeza de que não borrei por que depois de tudo eu ainda estava limpo, pra falar a verdade eu nem sei se deu vontade de borrar eu só sentia vontade de bater ou correr. O fato é que quando gritei os dois bandidos meio que desviaram-se de mim e passaram rumo ao portão, talvez por instinto, eu simplesmente corriatrás, usando minha arma.
- Se correr eu atiro na cabeça!!! desgraçado filho da putaaa!!!!
Que arma hein?! E quando criança minha mãe sempre dizia que eu não podia falar palavrão (Ufa! Ainda bem que não ouvia muito ela…). Os dois indivíduos tinham deixado duas bicicletas na porta da minha residência (provavelmente pra fugir) e quando usei minha arma (o grito) pela segunda vez o primeiro que naquela ocasião já havia montado a bicicleta, saltou e correu a pé o segundo iaatrás e trombou na bicicleta do anterior, com isso ele caiu.
Era agora, via ali minha oportunidade de descarregar toda a minha raiva, e eu ainda nem sabia o que eles estavam tentando roubar na minha casa, só pra você ter ideia do que eu fiz após descobrir o que era… Quando ele caiu e corri ainda mais rápido e só pensava em matar o cara (sem arma, afinal eu não tinha nenhuma), mas, eu tinha tanta raiva que só pensava em mata-lo de tanta porrada que eu ia dar nele.
Me aproximando dele já fui preparando-me para da o primeiro golpe, quando vejo ele com uma calça minha nas mãos, neste momento me toquei que o desgraçado estava roubando minhas roupas, minha esposa tinha lavado elas pela manhã. Não tive dúvidas o cara tinha que levar uma surra e eu não poderia deixar essa passar, era minha obrigação honrar todas as pessoas de bem que já foram assaltadas, furtadas ou tiveram bens levados por indíviduos como aquele.
Soltei o golpe que eu havia preparado e ao invés de acertar o bandido eu fiz foi tomar a calça que ele ia levando. Não sei de onde eu tirei essa ideia louca, mas, tenho certeza que foi apenas por impulso, como eu já havia dito anteriormente, eu nem estava raciocinando de tanta adrenalina. Quando tomei a calça dele reparei que não era apenas uma calça também tinha uma bermuda (tomei os dois ao mesmo tempo sem ver), nisso ele correu. Mesmo eu tendo tomado dele uma calça e uma bermuda, ainda continuei a perseguição de cueca e por que motivo eu iria vestir-me? Era meia-noite a rua estava deserta.
Os dois últimos bandidos ficaram com tanto medo dos meus gritos (que naquele momento funcionaram como uma escopeta) que fugiram e deixaram as bicicletas para traz, um deles deixou até o par de chinelos que calçava, também, os chinelos estavam tão detonados que não serviam nem pra fazer tampa de tanque.
Eu, naquele momento fiquei mais nervoso ainda por ter tomado a calça (e a bermuda) do individuo e não ter dado umas porradas nele que nem me toquei que poderia pegar uma das bicicletas e ir atrás deles. Era o impulso, a raiva e a adrenalina tomando conta de mim. Menos mal pelo menos eu havia recuperado alguma coisa, fiz mais que os policiais que foram atender a ocorrência. Solicitei uma viatura por volta de 00:00 horas e eles chegaram 00:45 horas. Quando chegaram ainda não deram muita importância ao caso, reconheço que furtaram apenas duas camisas e uma calça, mesmo assim, ainda é um crime.
Para despertar o interesse deles perguntei ao policial se teria algum problema eu deixar o corpo do bandido jogado na rua, ou se deveria esconde-lo até o outro dia pra somente depois dar um fim ao cadáver, um dos policiais me olhou com uma cara de espanto e disse:
- Mas, você matou ele?
E eu disse:
- Deixei o corpo ali naquele canto escuro atrás do jardim, tem algum problema? Ele estava invadindo pra furtar…
O policial logo se mostrou interessado em fazer a ocorrência, o cara queria era me ferrar pelo jeito (Só faltava ser amigo do bandido…). Ele até foi ao canto escuro pra verificar o estado do cadáver quando voltou ele perguntou se eu tinha certeza que tinha matado, pois, o corpo não estava lá.
Até que eu consegui explicar que perguntei apenas pra ver qual seria a reação deles, já era 01:30 horas (Ôô vida!). É meu amigo vida de caçador de bandido não é fácil, deve ser por isso que não existem super-heróis.
No final de tudo os policiais me disseram que a polícia civil está de greve e que por isso eu nem precisava ir até a delegacia no outro dia, pois, iria perder meu tempo. Sobre as bicicletas que eu aparentemente “roubei” dos bandidos, eles disseram que nem adiantava eles levarem para o pátio da delegacia pois, se alguém fosse lá buscar seria preso, os bandidos não iriam lá buscar as bicicletas usadas em um roubo ou furto, acho que eles não são tão burros assim, né! ou são?!
Acabei ficando com as duas bicicletas, ainda estão em minha residência, só não publico aqui uma foto delas por que minha câmera digital foi roubada ano retrasado e no ano anterior haviam roubado a minha primeira câmera juntamente com uma bicicleta Kanguru que eu possuía
Agora fica a dúvida, o que eu faço com as bicicletas? Doação? O que você acha?
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Lol kra a hestoria é mtu engraçada eu raxei o bico lendo qnd vc falo q se borro apesar de ser foda pega um fdp dentro do seu kintal =)
@ RONY
Eu não disse que me borrei, disse que pensei que tinha borrado, mas depois fui olhar e vi que estava limpo…
Mas, foi phoda…
Falopa!